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Moradores do Boqueirão se mobilizam para criar novos núcleos da Vizinhança Solidária no bairro santista

Publicado em 15/05/2019

Assustados com a onda de insegurança que toma conta das ruas do Boqueirão, moradores do bairro santista se reuniram na última terça-feira (14/5/2019) para discutir a implantação de novos núcleos do Programa Vizinhança Solidária. A mobilização, comandada pelo vereador Braz Antunes Mattos Neto e pela promotora de justiça aposentada Eliana Figueira de Mello, levou cerca de 150 pessoas ao Tênis Clube de Santos.

Desde o ano passado, Braz faz parte de um grupo da Vizinhança Solidária. Com sua experiência, já ajudou a formar vários núcleos em Santos. “Faço isso como munícipe interessado em viver em uma Cidade mais segura. Para isso, o engajamento e a união da população são fundamentais”, justifica o parlamentar, lembrando que, quanto maior a participação da comunidade, melhor o resultado.

“Não adianta blindar uma ou duas ruas. O sucesso está no envolvimento, engajamento e união de todos. A Segurança não é uma responsabilidade só das Polícias, mas de todos nós. Está no Artigo 144 da Constituição Federal: A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

A estratégia é criar núcleos nas ruas que ficam entre as avenidas Vicente de Carvalho, Conselheiro Nébias, Washington Luiz e Rua Goiás.

A reunião contou com a participação do comandante da 2ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar do Interior, Capitão Fernando Calixto, e do Coordenador da Guarda Municipal – Regional Morros, que abrange o Boqueirão, Adelmar Miranda da Silva Filho.

Eles falaram sobre a importância da Vizinhança Solidária no combate à criminalidade e do papel da PM e da Guarda no programa.

Lei Estadual

A Vizinhança Solidária é garantida pela Lei Estadual nº 16.771, de 18 de junho de 2018, de autoria do então Deputado Coronel Camilo. O programa, no entanto, foi lançado em 2009 no Bairro do Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo. Dados oficiais apontam redução de até 90% da criminalidade nos locais onde é implantada.

O programa tem como preceito básico a adoção de medidas de prevenção primária de Segurança, muitas vezes negligenciadas por todos nós, como não ostentar joias e relógios, não andar o tempo todo falando ao celular pelas ruas, circular com os vidros do carro fechados, não ficar de bate-papo dentro do carro na porta de casa, especialmente à noite e de madrugada etc. Além disso, é baseado na atuação das Polícias e, principalmente, no estreitamento das relações com os vizinhos mais próximos, como era antigamente. Outro ponto importante é o estreitamento do contato com a Polícia Militar, feito pelos chamados tutores, que são os responsáveis pelos núcleos do Programa.

“Um dos instrumentos da Vizinhança Solidária é o uso do WhatsApp. A criação de grupos tem o objetivo de melhorar a comunicação entre vizinhos na busca por mais Segurança e é um canal fundamental para o bom andamento do Programa. Por isso, deve ser usado com atenção e cuidado. Os assuntos tratados devem ser relacionados somente com segurança, reforça Braz Antunes.

Outro ponto importante é a comunicação visual, com a colocação de faixas e placas que mostram que aquela área é protegida pela Vizinhança Solidária. “Mas isso só deve ser feito quando o programa estiver implantado de fato, com envolvimento dos moradores, para não perder a força e a credibilidade”.

 

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